Quais são os principais fatores de sucesso para os executivos?

Publicado originalmente pela Hogan Assessments

Uma das formas mais relevantes de se avaliar a seleção e plano de sucessão de executivos é nossa capacidade de identificar pessoas de alto desempenho. Mesmo com décadas de pesquisa e ferramentas líderes do setor, o melhor que podemos prever é algo em torno de 30% a 40% do potencial de liderança. Então, o que está acontecendo com os outros 60% a 70%? Alguns fatores tornam essa análise mais complexa. Veja quais são:

O sucesso geralmente depende de algumas decisões importantes. A taxa de acerto desse tipo de decisão é baixa, dificultando a medição confiável. Quantas vezes um líder tem a oportunidade de derrubar o inimigo público No. 1 e mudar sua política externa da noite para o dia? Se você é o Google, é uma boa opção comprar o YouTube? Skype se você é da Microsoft? WhatsApp, se você é o Facebook? Quanto você deve investir em um novo produto, como o iPod, que à época revolucionou toda uma indústria? É preciso apenas uma decisão para criar ou quebrar uma reputação ou o valor de uma empresa.

O impacto real é visível apenas a longo prazo. Pode levar anos até que o valor de algumas decisões executivas possa ser medido. Especialistas argumentam que decisões tomadas há mais de 40 anos para fornecer assistência secreta à luta dos rebeldes afegãos contra a Rússia– saudada como uma vitória dos EUA na Guerra Fria –levaram à criação da Al-Qaeda moderna.

Sucesso geralmente significa ter um bom timing. Aproveitar oportunidades na hora certa –o que muitas vezes está ligado à intuição—é também um indicativo de sucesso. Um exemplo disso foi a compra do Instagram pelo Facebook. Quando esse movimento aconteceu, houve muitas críticas: afinal de contas, ninguém sabia ao certo como monetizar a operação do Instagram. Anos depois, o Instagram tem se tornado uma fonte cada vez maior de receitas, e é clara a migração de anunciantes do Facebook para o Instagram, principalmente quando se trata do varejo.

Às vezes, o sucesso se resume à sorte. Os cientistas sociais são treinados desde cedo e frequentemente sobre a importância da significância estatística – identificando relacionamentos que não são devidos apenas ao acaso. Conhecido como “sorte”, há um elemento no desempenho executivo que não está inteiramente sob o controle de um

líder. Um exemplo disso são situações extremas como a queda de um avião, por exemplo. Esse tipo de tragédia –além de levar à morte de centenas de pessoas—pode também levar uma companhia aérea à falência, ou a anos de dificuldades financeiras.

Em resumo, medir o desempenho executivo não é simples. É possível avaliar quem tem as competências necessárias para o cargo, mas julgar se alguém será realmente bem-sucedido não é tarefa fácil.

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