Pesquisa revela semelhanças entre profissionais brasileiros e americanos

Profissionais brasileiros e americanos têm muito mais semelhanças que diferenças, ao contrário do que se ouve pelos corredores das empresas. Pesquisa exclusiva realizada pela Hogan Assessments/Ateliê RH mostrou que profissionais de ambos os países têm perfis de personalidade muito semelhantes.

Para traçar o perfil de profissionais do Brasil e dos Estados Unidos foram avaliados, ao todo, 334 mil asessments de profissionais americanos e 35 mil avaliações feitas por brasileiros, e cujas respostas foram colhidas entre os anos de 2001 e 2013. Ambos os números foram comparados com repositório global de avaliações da Hogan Assessments, e o resultado decorrente é que serve de base de comparação entre ambos os países.

Brasileiros

No caso dos brasileiros, a análise revelou que os profissionais geralmente são estáveis emocionalmente, e possuem uma autoestima mediana. “Os profissionais daqui se sentem inseguros quando existe uma expectativa sobre o que podem fazer”, explica Roberto Santos, diretor da Ateliê RH, empresa que distribui as avaliações Hogan no Brasil. Mesmo assim, perseveram para fazer mais e melhor.

Os brasileiros também possuem uma ambição igualmente mediana, o que indica uma competividade contida – além de preferirem o papel de apoiadores e agirem nos bastidores, sem exposição e sem querer controlar as situações.

“Apesar de nosso estereótipo de um povo altamente sociável, na média, nos equilibramos entre reativos e proativos socialmente. Nossa tendência é a de criar interações baseadas no tato e na diplomacia, mas com alguma dificuldade de confronto direto nas situações de conflito. Ou seja, “somos políticos, no melhor dos sentidos”, pontua Santos.

A pesquisa também revelou que os brasileiros preferem controlar as consequências de suas decisões e ações com bastante prudência. Ainda assim, os brasileiros são flexíveis, criativos e pragmáticos, o que pode ser traduzido pelo famoso “jeitinho”.

No que tange aos comportamentos que podem tirar uma carreira dos trilhos, a pesquisa entre os brasileiros revelou a predominância do perfil passivo-resistente, ou seja, profissionais que em um primeiro momento concordam com a proposta de um colega em uma reunião, mas que saindo dela continuam a priorizar a sua agenda pessoal, frustrando a expectativa daqueles que contavam com seu apoio.

Outra característica que se destacou nos resultados da população brasileira é da arrogância, ou seja, a positiva assertividade que, exagerada, transforma-se em prepotência e instintos ditatoriais. Há, ainda, a predominante característica do obsequioso, que implica em um desejo de agradar figuras de autoridade, ou seja, bajular os chefes. Combinadas, ambas nos fazem enxergar uma característica predominante no meio empresarial de tratar com certo descaso os níveis inferiores e enaltecer e agradar os chefes.

No que diz respeito aos valores e motivadores internos, os brasileiros são menos propensos à diversidade de valores e princípios expressos em convenções sociais. Em compensação, seu perfil se assemelha aos profissionais dos Estados Unidos na necessidade frequente de interação social, na visão de que o dinheiro é um indicador de sucesso, na busca por segurança e previsibilidade, e no desejo por reconhecimento externo.

Americanos

A pesquisa com os perfis norte-americanos revelou fortes semelhanças com os brasileiros no que tange à sociabilidade: os profissionais lá também se equilibram entre os introvertidos e os extrovertidos. E, ao mesmo passo que seus colegas brasileiros, também preferem agir com prudência e pragmatismo.

A diferença está, entretanto, na autoconfiança e no autocontrole, características marcantes no perfil dos profissionais norte-americanos. Por conta disso, são mais resistentes ao estresse, perseverantes e ambiciosos.

“Os profissionais norte-americanos têm um perfil mais empreendedor, são propensos a assumir posições de liderança e são mais competitivos que os brasileiros”, avalia Santos. “Mas ao contrário do que imaginamos, possuem maior sensibilidade interpessoal, maior diplomacia e tato nos conflitos – talvez porque são mais resistentes ao estresse, ou porque isso pode ser um meio de conquistarem aquilo que almejam.”

Quanto aos descarriladores de carreira, o perfil dos norte-americanos também é semelhante ao dos brasileiros. Surpreendentemente, eles são menos arrogantes – ao contrário do que diz o estereótipo cultural. São também mais perfeccionistas do que nós brasileiros – “mas de maneira geral, são muito parecidos com os brasileiros”, afirma Santos.

Na questão dos valores e motivadores, os norte-americanos têm uma motivação maior por poder – indicadores de competitividade e da busca por realizações de impacto. Outra diferença é no altruísmo – que se destaca mais no perfil norte-americano.

“Tais diferenças pontuais nos perfis das duas culturas, contudo, não mascaram uma verdade incontestável: brasileiros e norte-americanos são muito mais parecidos em termos de personalidade do que dizem seus estereótipos. Soma-se isso ao ambiente globalizado das organizações, que aproxima e mescla culturas, propiciando uma troca saudável de experiências e visões”, finaliza Santos.

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