Conheça os sete pecados capitais da inteligência emocional

Ter um QI alto não é mais a mercadoria mais procurada pelas empresas. A inteligência emocional passou a dominar as entrevistas e avaliações de candidatos a processos seletivos e os assessments internos para decisões sobre sucessão gerencial, dentre outras. Com habilidades sutis, ligadas à observação e à gestão de seu próprio comportamento, pessoas com um alto quociente emocional (QE) se diferenciam das outras quanto ao desempenho apresentado.

“Pessoas com alto quociente emocional conseguem perceber rapidamente o que os outros estão sentindo e entender porque estão agindo de certa maneira, para poder ajustar seu próprio comportamento. São pessoas que dificilmente ficam de mau humor, que geralmente mantêm a calma em situações de pressão e estresse, e que se mantêm otimistas quando encontram obstáculos”, afirma Roberto Santos, sócio-diretor da Ateliê RH, e especialista em avaliar o perfil psicológico no ambiente profissional.

Mas se nem todo mundo é emocionalmente competente, onde é que “pecam” os profissionais inteligentes por serem “ignorantes emocionais”? Uma maneira de se descobrir isso é identificando as posturas de um líder que são características de quem não tem inteligência emocional no trabalho. Mais quais são estes pecados capitais, seus sintomas, causas e efeitos?

Conheça os sete perfis que mostram os piores comportamentos que os profissionais podem ter sob situações de estresse ou pressão:

  • Não sabem se comunicar (avareza) – Têm dificuldades de se expressar e organizar a exposição das ideias. Em situações de conflito, tendem a se calar e perder o controle da situação;
  • Não confiam na equipe (gula) – Todas as decisões têm que partir do líder. Precisam estar a par de todas as informações que saem do setor;
  • Não enxergam os outros (cobiça) – Falta sensibilidade para perceber as intenções alheias, as dicas verbais e não-verbais do que os outros estão sentindo;
  • Não sabem o que querem (preguiça) – São profissionais sem iniciativa própria, que seguem a direção da maioria, nunca decidem nada sozinhos;
  • Centralizam o conhecimento e o poder (luxúria)- O líder faz de tudo para deter o conhecimento e as informações da empresa e do mercado;
  • Não reconhecem suas próprias fraquezas (inveja) – Falta autoconhecimento, a capacidade de reconhecer suas vulnerabilidades, e não apenas suas fortalezas;
  • São inconstantes (ira) – São pessoas que um dia estão super alegres, contando piadas. No outro, reagem de forma destemperada e se enfurecem pelos menores motivos.

“A competência emocional depende da qualidade do “radar emocional” do profissional, para que ele perceba as emoções dos outros, e para que ele saiba como controlar suas próprias emoções, e como compartilhá-las”, afirma Santos.

E a inteligência emocional pode ser desenvolvida? Primeiramente, é preciso que a pessoa reconheça que é necessário desenvolvê-la, e em quais aspectos. Depois, é necessário saber ou aprender como fazê-lo com alguém que represente um modelo para o profissional. Por último, e mais importante,  é preciso querer e não ter preguiça de quebrar padrões e paradigmas de velhos preconceitos e percepções, para que assim possa haver uma mudança disciplinada e gradual dos comportamentos. Dessa forma, é possível ter oportunidade de se obter uma reputação de uma pessoa emocionalmente competente, deixando para trás a “burrice emocional”.

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